Loop infinito: um tour pela história da Apple

11161 Crist Drive, Los Altos, California. Foi em um quarto de hóspedes, em 1976, que Steve Jobs e Steve Wozniak construíram o  Apple I, o primeiro computador pessoal, vendido pela bagatela de US$ 500.00. Para suprir a demanda, em poucos meses tiveram que ocupar a garagem da casa, então pertencente aos pais adotivos de Steve Jobs. A garagem é um mito – até porque o próprio Woz diz que nada foi produzido ali, embora o espaço tenha sido mesmo usado. Além disso, por uma mudança nos municípios, o número mudou para 2066.

Casa dos pais de Steve Jobs
Casa dos pais de Steve Jobs

Bem, detalhes à parte,  de fato os caras iniciaram ali um império que poucas décadas depois se tornaria a maior empresa do mundo em valor de mercado. A Apple é uma empresa fantástica. Se tivesse feito “apenas” o primeiro PC, já entraria para a história por ter criado um mercado e mudado a vida de tantas pessoas. Mas ela foi além, criou também o primeiro PC com interface gráfica. OK, muitos vão dizer que foi a Xerox e outras empresas também querem o crédito, mas de fato foi a Apple quem comercializou e colocou no mercado. E, no final, é isso que importa, não é mesmo?

Bem, nem tudo são flores na história da Apple. A companhia da maçã levou uma rasteira do tio Bill, que na época fazia software para a Apple e meio que pirateou o sistema operacional. Steve Jobs ficou furioso, mas seguiu em frente com o projeto Macinstosh, sucesso absoluto. A partir daí as coisas não deram tão certo. Steve Jobs conseguiu a façanha de ser demitido da empresa que fundou. E a companhia passou por uma grave crise financeira até que em 1997 o chama de volta, como CEO interino (caso você tenha se perguntado, é daí que surge o o “i”, como usado em “iCEO”).

Vale ressaltar que em seu período “sabático”, Steve Jobs não se deixou abater. Ele não só fundou a Pixar como criou a NeXT. A primeira, um sucesso sem precedentes. A segunda, um sucesso em termos de tecnologia, mas um fiasco nos negócios. E foi essa tecnologia que ele trouxe para a Apple em seu retorno. Pois bem, eis que o fundador, que foi demitido e chamado de volta, salvou a companhia.

Criar o PC, a interface gráfica, a Pixar, o Macintosh e o iMac não foi suficiente para o gênio da maçã. Então que ele entrou no já saturado mercado de tocadores de música. Com tantos MP3 players, a maioria já num preço ridiculamente baixo, a Apple lança o caríssimo iPod, com o slogan “mil músicas no seu bolso”. E mudou a indústria.

Mudanças suficientes para Steve Jobs? Não. No auge da pirataria o teimoso Steve decide vender músicas online, e lança o iTunes. O iTunes não só deu certo como se tornou a maior loja de músicas do mundo.

Mas a vontade de mudar o mundo não parou. Então Steve Jobs decide rumar para outro mercado mais do que saturado: celulares. Sim, celulares. Surge, então, uma ruptura no mercado, com o “revolucionário” iPhone. Revolucionário entre aspas mesmo, pois muitos vão discordar, já que tecnologicamente o iPhone deixava a desejar sob vários aspectos. Ainda assim, Steve Jobs mais uma vez mudou todo um padrão da indústria.

E em 2010, revisitando um conceito já explorado, sem sucesso, por muitas fabricantes (inclusive Microsoft), a Apple lança o iPad.

Campus da Apple
Placa indicativa do campus da Apple

Steve Jobs faleceu, trazendo uma enorme tristeza para os fans da marca e admiradores do CEO. Mas a cultura que ele criou se provou enraizada. O sucesso continua. E parece que a Apple realmente está num loop infinito. Um loop de sucesso, de inovação, de rupturas.

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