Wearable technology: mais do que o próximo gadget

Muita gente no início de 2014 falou que aquele seria o ano dos “wearables”, ou seja, dos gadgets que nós utilizaríamos em nossos corpos como roupas ou acessórios de moda. Mas pouca coisa mudou.  Em 2015, no entanto, a tal revolução dos wearables pode enfim acontecer. O motivo? A Apple lança em algumas semanas o Apple Watch. E quando a Apple lança, geralmente a coisa espalha de verdade… E provavelmente é o que vai acontecer com os Smart Watches (que já existem, mas com baixa vendagem), até que cheguem os apocalípticos chips implantados, para delírio dos religiosos. Se você não está por dentro de todas as mudanças que a adoção em massa dos wearables pode influenciar, não deixe de ler este post!

apple-watch-selling-points

Como será o futuro? (Ou, o futuro está logo ali na esquina)

Uma frase que li em algum lugar dizia que as coisas que nos tornam humanos nunca vão mudar, mas a forma como nos comunicamos e nos conectamos ao mundo e às pessoas irá.

Quando falamos de wearable technology, nos referimos não apenas ao relógio da moda (anota aí, todo mundo vai querer ter um Apple Watch), ou o Google Glass (que foi descontinuado, mas pode ter sido apenas um primeiro ensaio fracassado do Google). Na Suécia, por exemplo, empresas implantaram chips em seus funcionários para que pudessem interagir com os sistemas.

Nunca foi tão fácil abrir uma porta...
Mais fácil que isso só telecinésia…

Não é ficção científica, é realidade… Isso mesmo, a tecnologia, que já permeia nossa vida em todas as esferas imagináveis (a tal ubiquidade), parece ter como destino certo o corpo humano.

Isso me lembra Stelarc. Já ouviram falar dele? É um artista performático cujas obras tratam desta possibilidade “distópica” da máquina e do homem integrados. Só para resumir, se não quiser ler o trecho abaixo (leia!), o cara cultivou uma prótese de orelha humana no próprio braço…

Stelarc, pseudônimo de Stelios Arcadiou (19 de junho de 1946, Limassol, Chipre) é um artista performático cujas obras concentram-se fortemente no futurismo e na extensão das capacidades do corpo humano […] As performances idiossincráticas de Stelarc freqüentemente envolvem robótica ou outras tecnologias relativamente modernas integradas de algum modo com seu corpo. Em 25 diferentes performances, ele fez suspender-se através de ganchos, freqüentemente com uma de suas invenções robóticas integrada. Em outra performance, permitiu que seu corpo fosse controlado remotamente por estimuladores eletrônicos de músculos conectados à internet. Ele também já se apresentou com uma terceira mão robótica, um terceiro braço robótico, e dentro de uma máquina de andar pneumática semelhante a uma aranha com seis pernas, controlada através de gestos dos braços.Suas obras têm sido saudadas por sua capacidade de envolver uma ampla audiência, sendo o melhor exemplo disto a concordância para que internautas se conectassem na exibição e passassem a controlar os eletrodos aos quais seu corpo suspenso estava conectado (Wikipedia).

Coisa básica: Stelarc e seu exoesqueleto
Coisa básica: Stelarc e seu exoesqueleto

Enquanto todo mundo fica pensando na cor que vai escolher para a pulseira do Apple Watch (eu confesso rsrs), há um potencial de transformação em cada gadget lançado.

Mas não se engane pelo preço salgado associado à qualidade do produto e do “valor” do design e marca Apple. A propaganda diz que este será o dispositivo mais “pessoal” já inventado, e eu concordo plenamente. Além dele ter o potencial de no futuro trazer todas as funções que hoje temos nos smartphones, o Apple Watch capta as batidas do seu coração e as transmite para uma outra pessoa da forma mais romantizada possível. É a imaginação humana se tornando realidade. Integrado ao aplicativo Health, ele  vai saber muito sobre você, sobre sua rotina, contando seus passos, suas calorias e, quem sabe, registrando todos os lugares em que esteve. As possibilidades são incríveis, e vai estar disponível para o Watch o Apple Pay. Bastará passar a tela do Watch em algum aparelho para pagar uma conta. É como um chip implantado, mas menos invasivo (será?).

O futuro das mensagens românticas
O futuro das mensagens românticas

Como wearable technology os smart watches serão muito soft ainda, especialmente se pensarmos nos suecos que já estão com um chip implantado no corpo, ou nas possibilidades da nanotecnologia.

Mas façamos uma rápida retrospectiva. Em 2007 a Apple reinventou o smartphone, com o lançamento do iPhone. Em 2010 veio o iPad, e a onda dos tablets “similares”.

Desde então todas as companhias de tecnologia estão à procura da next big think, e os smart watches têm todo o jeito de próxima onda. Até o tio Obama anda circulando com um! rsrrssr

smartwatch

O Apple Watch vai ser o melhor smart watch do mercado? Provavelmente não. Mas ele vai fazer o que é a especialidade da Apple: aproximar um gadget do usuário comum, com uma forma de utilização mais simples e livre de erros, que faz você esquecer que está usando um equipamento eletrônico. E isso que dizer muito!

Me preparando para a fila e para dizer: "Apple, por favor leve meu dinheiro!" #mejulgue
Me preparando para a fila e para dizer: “Apple, por favor leve meu dinheiro!” #mejulgue

—————————————————————-

avatar_renata_pradoRenata Prado
pradorenata@gmail.com

Multitask por natureza, é professora, pesquisadora, jornalista e doutoranda em Tecnologias de Comunicação e Cultura. Tem planos para dominar o mundo, mas boa parte do tempo fica feliz lendo um bom livro.  Ama cachorros, é vegetariana e possui sangue nerd correndo nas veias.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s