Excessos e Misérias são fruto de uma mesma doença!

A maior parte das pessoas está acostumada a vícios severos de comportamento, alimentação e atitude. Em algum momento da história passamos a achar normal ter dias excessivamente depressivos e outros excessivamente eufóricos e acharmos normal ingerir quantidades excessivas de gorduras, sais, açúcares, corantes e bebidas alcoólicas. Cultuamos um corpo extramente belo e bem delineado pela musculatura, cultuamos a avareza, a supremacia, a megalomania, a verticalização das relações entre pessoas em nome de status, méritos e “direitos divinos”.  

Os excessos são louvados em todos os âmbitos de nossa cultura: riqueza excessiva, alegria excessiva, o status mais alto, a iluminação espiritual máxima, o máximo de amigos possível, o máximo de prazeres em super, hiper, mega, ultra quantidade… Temos que “curtir a vida a máximo”, “superar limites” e ter o toque de midas pra tudo. Entretanto, esquecemos que os excessos e as misérias são dois lados de uma mesma moeda chamada desequilíbrio, o qual gera a constante insatisfação e sensação de impotência, mesmo naqueles que “têm tudo”. A euforia e a depressão são sintomas de uma mesma doença causada pelo culto aos excessos. O “bom” e o “mal” são distorções geradas por pontos de vistas repletos julgamento e insensibilidade à verdadeira natureza das coisas. A lenda do arqui-inimigo é propagada para que nunca se haja unidade e que as partes de um mesmo todo se dividam e, como um corpo que precisa de todos os órgãos funcionais, nos tornamos doentes pela segregação de nós mesmo.

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Não precisamos disso! Vivemos melhor sem criar/estar em mitos pródigos. A criação de dicotomias gera uma divisão ilusória de que as coisas funcionam perfeitamente pelas partes e não pelo todo. Que não queiramos viver pelos excessos, pela negligência e pela apatia. Nossos excessos não só geram misérias em outras pessoas, como também gera uma miséria em nós mesmos (em alguma parte de nós). Então, pratiquemos doações não pela estigma de bondade, mas sim porque é algo que se multiplica tanto para nós quanto para quem recebe. É preferível que algo de necessário ao bem estar atinja igualmente a todo mundo do que a algo excessivamente pomposo atinja apenas 1%. Prefiramos uma vida modesta e desprendida de status avarentos do que em busca de aliviar uma sede material insana, como se tentasse matar a sede bebendo água do mar.

Só podemos encontrar paz quando deixamos de desejar excessos e começamos a cultivar a aceitação e a tolerância com todas as formas de vida, mas insisto em dizer: os excessos são tão prejudiciais quanto carências. Busquemos compartilhar, busquemos preencher, mas nunca transbordar, ou seja, nos excedermos em nome de algum vício. O equilíbrio está presente em todas as formas funcionais que existem no universo, ele é natural e quando é natural ele se mantém. Então, nos sentiremos cada vez mais parte do universo ao no desprendermos dos vícios dos excessos. Cada vez mais integrados à nossa essência verdadeira e desprendidos de delusões insanamente insensíveis à seres que nos são semelhantes.  Devemos ser instrumento da harmonia: o mais pleno equilíbrio, a mais plena e consciente paz.

compassion “Compaixão e tolerância não são sinais de fraqueza, mas sim sinais de força.”

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