“League of Legends”: um game para você viciar

Decidi (e precisava) falar sobre o vício que tem consumido minhas noites de sono. Um game que meus amigos falavam muito, mas eu não dava a mínima importância – não mesmo!!!. Qual jogo? O League of Legends – ou LoL para os mais íntimos – invadiu minhas madrugadas e me deixou completamente “viciada”.

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Esse game ganhou meu kokoro (lado sentimental do coração em japonês) de uma forma um pouco diferente. Não, eu ainda não criei minha conta bonitinha. Virei diamante e jogo “like a diva”. Assisto à várias batalhas todos os dias –como quem assiste futebol fanaticamente. Penso em LoL como aquela música nova que você ouve, gosta e decide ter um relacionamento sério com o play.

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Teemo – Um dos heróis do League of Legends

O Game

League of Legends é um game de gênero MOBA (Multiplayer Online Battle Arena) lançado pela Riots Games em 2009. Os jogadores (ou invocadores, na linguagem do game) incorporam o papel de um dos personagens, apelidados de Champions (campeões). No modo mais popular do jogo, o objetivo de cada time é destruir o nexus da equipe adversária. O nexus é o que dá ao invocador controle sobre seu campeão.

Cada jogo de LoL é distinto um do outro, já que os campeões sempre começam fracos e progridem por meio da acumulação de ouro e experiência ao longo do game. É um jogo extremamente estratégico que requer uma certa velocidade de pensamento, perspicácia e o trabalho em equipe.

No site os iniciantes podem encontrar dicas e coordenadas para entrar no mundo de LoL. Particularmente li tudo. Mas, não tive coragem de me aventurar “all by myself”. Então resolvi fazer como o Jack (step by step, passo a passo), e arranjei um “amigo tutor” para ir me ajudando a não pagar muito mico (risos).

Minha dica pessoal é: “cole” em um amigo que “já está nessa” e esteja disposto a te ajudar. Como o jogo é um live action (ação ao vivo) e as batalhas são em grupo, dá para ter umas “aulas práticas” bem legais. Então, arranje o Gandalf do seu Frodo, o Dumbledore do seu Harry, seu mestre Jedi, e “caia dentro”.

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Zyra “A Ascensão dos Espinhos”

League of Legends em Juiz de Fora

Não é novidade que LoL anda se assumindo como um esporte – ou melhor dizendo… um eSport. Também não é novidade que pessoas tomaram gosto por assistir batalhas em canais de gameplayers, no YouTube ou no Twitch. Mas a questão é que cada vez mais o game vem se tornando um esporte, com direito a campeonatos mundiais e tudo mais. Ele vem sendo aclamado em várias partes desse nosso globo, e ganhando seu lugar ao sol com a pose de uma verdadeira Queen Bee.

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Em Juiz de Fora (MG) não foi diferente. A cidade ganhou diversos adeptos e recruta fãs progressivamente. Seja pessoas que se interessam em jogar, e são impulsionados pelos amigos, ou quem ainda não se arriscou e aprecia ficar de “Voyeur”, assim como eu.

Fiz uma entrevista com Adriano Fernandes (20) e Rafael Reihn (23), dois jogadores de LoL que moram em Juiz de Fora. Confira:

Você é um jogador assíduo de LOL? Qual sua arena e campeão prediletos?

Adriano: Sim. Jogo em torno de 4/5 dias semanais nas horas vagas. Prefiro o Summoner’s Rift, que é o modo de jogo mais clássico, cinco contra cinco. Agora os campeões, deixa eu ver… Vou falar cinco. São eles: Lee Sin, Rengar, Ahri, Graves e Hecarim.

Rafael: Jogo pelo menos duas partidas por dia antes de dormir. Minha “lane” preferida é Bot, como suporte. Minhas  campeãs favoritas são: Nami, Morgana e Zyra.

O que você acha da jogabilidade de LoL ?

Adriano: Pra mim a jogabilidade é excelente. Eles sempre trazem algo novo, que de alguma forma melhora ainda mais.

Rafael: Acho ótima. Não vejo nada que atrapalhe ou algo absurdo que precise melhorar, já que os champions são sempre nerfados ou melhorados quando necessário.

O que poderia melhorar no jogo?

Adriano: O que eu acho que pode melhorar no jogo é algum tipo de sistema que cancelasse a partida se algum jogador não conectasse nela, e punisse o mesmo. Assim evitaria o stress e uma possível perda de tempo para o time “desfalcado”, já que as chances de derrota com um a menos são muito grandes.

Rafael: Continuar as atualizações de personagens e melhorar cada vez mais os gráficos lindos que são oferecidos.

LoL é um dos games mais jogados do mundo. Você acredita que o gênero MOBA, e o fato dele ser gratuito, faz com que ele se torne “viral” tão rapidamente? Você acha que isso é bom?

Adriano: MOBA vem se popularizando muito nos últimos anos. Mas, acho que LoL se destaca na versatilidade e na variedade como um todo: personagens, itens etc. Ao mesmo tempo, ele consegue ser um jogo muito estratégico e técnico. O fato de ser gratuito ajuda muito sim. Acho que passei pelo menos um ano sem depositar confiança em nada do jogo. Mas como me dei conta que jogaria por um tempo razoável pensei, “Por que não?”. É bom o game ser popular porque acho que ajuda nessa versatilidade do jogo. Quando os jogadores dão feedback, é muito importante, porque outro ponto em que LoL se destaca é ouvir o seu público. Sempre ocorrem mudanças no jogo ou correções de algum “bug” graças à observação dos próprios jogadores.

Rafael: Os MOBA’s começaram a fazer sucesso desde o Dota 1 (um mod de Warcraft Frozen Throne), que também era gratuito. A febre estava grande. Os novos MOBA’s que vieram depois como o LoL, HON e Dota 2 só trouxeram mais viciados (risos). Mas sim, esses e boa jogabilidade fez com que ganhasse fama e se tornasse viral tão rápido. Acho que isso é bom e ruim ao mesmo tempo. É sempre legal ver mais e mais gente jogando, mas ao mesmo tempo interfere, pois tem muitos jogadores sem experiência que se aventuram nas rankeadas. Isso acaba interferindo quem está correndo atrás de subir de elo.

Quais são suas expectativas para o Mundial desse ano?

Adriano: Até o último mundial, o cenário coreano era considerado como o mais forte e imbatível, mas desde que a equipe campeã se desmembrou, a Europa e a América do Norte estão em maior evidência.

Rafael: Prefiro não esperar muito e ser impressionado pelas jogadas marotas.

Você tem uma equipe favorita?

Adriano: Eu tenho duas equipes favoritas, a Gambit da EULCS (Europa), que infelizmente foi eliminada nas finais; e a TSM da América do Norte, que tenho grandes expectativas, já que recentemente foram campeões do Intel Extreme Masters (IEM), sediado em Katowice, Polônia.

Rafael: PaiN Kami.

Um dos maiores clubes de futebol da Turquia contratou uma equipe de LoL em janeiro desse ano, acha que estamos no caminho para LoL ser reconhecido oficialmente como um eSporte?

Adriano: Acho que ainda falta o reconhecimento de muita gente sobre a seriedade do “eSport“. Muitos ainda acham que é só videogame, mas os investimentos recentes feitos no Brasil provam o contrário. Por exemplo, a final do CBLoL será no Allianz Parque (Arena do Palmeiras). Estamos no caminho certo, mas falta muito ainda.

Rafael: Olha, já li umas matérias bem legais sobre o LoL poder se tornar um esporte oficial, e ficaria muito feliz com esse reconhecimento. Tem gente que se esforça e merece tanto reconhecimento quanto jogadores de esportes “oficiais”.

O que você espera para o futuro de LoL?

Adriano: Que a base de fãs fique ainda maior, e que algum dia os campeonatos passem a ser transmitidos pela TV.

Rafael: Espero que continue crescendo, melhorando, e que parem de atrapalhar e ficar afk nas partidas.

Quais dicas você daria para um iniciante no mundo do League?

Adriano: Adquirir bastante experiência antes de começar a jogar as partidas ranqueadas. Senão, cai em um rank baixo, e sem experiência fica difícil subir depois.

Rafael: Uma dica? Cuidado com Zed, é um karma na minha vida! (gargalhada). Brincadeira. Uma dica legal é que se divirtam. Não dê rage com coisa boba e treine para ficar cada vez melhor. Vale a pena investir um tempinho para o jogo e fazer seu time feliz. 😀

E você? O que você tem a dizer depois deste artigo? Animam uma partida? 😉

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