Arquivo da categoria: Way of life

Assim que aparecer uma ideia tome nota!

De onde vem as ideias? Não me refiro as ideias aleatórias, mas as boas. Os mais espertalhões vão dizer: “da cabeça né seu sonso?”, mas não é por esse lado que eu quero levar este texto. Vou lhe contar o que eu faço para ter boas ideias, e mais, o que eu faço para elas se manterem frescas o suficiente para executa-las quando forem possíveis. Falo sobre possibilidade, pois todos nós sabemos das dificuldades financeiras, técnicas e organizacionais que enfrentamos diáriamente. Infelizmente, boas ideias exigem certos recursos que, no dado momento, inviabilizam que o processo criativo “deixe o papel”.

1. Tome notas:

Parece besteira, mas o costume que os jornalistas tem de anotar tudo que as pessoas falam, as próprias ideias  e até cenários, não é por acaso. Algumas pessoas possuem a facilidade de lembrar de coisas que viram, sentiram ou tocaram, mas todos nós possuímos imperfeições. Uma delas é a capacidade de lembrar exatamente tudo que aconteceu em um dado momento e local. Coisa que, na minha opinião, é impossível de se fazer nos dias de hoje. Temos tantas atrações para nos distraír, que muitas vezes as nossas ideias se diluírem no meio de tanta informação. Acaba que, as vezes, um papel e um lápis fazem falta. – eu sempre carrego comigo um “livro de ideias”, nele eu escrevo todas as ideia interessantes que vem na minha cabeça. Te estimulo a ter algo do tipo, e que este artifícil esteja contigo sempre. 

2. Mais do que tomar notas, grave a sua voz:

Acredito que um gravador de voz seja mais utilizado por um jornalista, um profissional que zela pela fidelidade das informações. Mas e fora da profissão de comunicador? Para que serve um gravador? Eu gosto muito de ouvir rádio, música, escutar poadcasts e etc, e este gosto por sons, me instigou a comprar um gravador para que, além de tomar notas, o ato de gravar a minha voz seja um complemento para o meu aprendizado. Algumas pessoas aprendem melhor escrevendo, só lendo, ouvindo, assistindo ou interagindo, e todos os nossos sentidos participam deste processo de absorção de informação. – atualmente eu estudo inglês com um gravador de voz perto de mim, utilizo o dispositivo, principalmente, para treinar a minha pronunciação. Mas para além do estudo, você pode utilizar o gravador para registrar as suas ideias repentinas, no ônibus, na praça, ou até durante a aula. 

3. Leia, leia e leia:

A leitura é uma ferramenta mais do que poderosa para adquirir conhecimento para o desenvolvimento de novas ideias. Não adianta você ser uma pessoa criativa se “o saco está vazio”. Ter acesso à informação é algo relativamente tranquilo nos dias de hoje. Mas ser capaz de interpretar aquela informação ao ponto de instigar o desenvolvimento de novas ideias, é uma tarefa que leva tempo, disposição e até um pouco de sorte. – ao escrever este texto, eu precisei de abrir uns três jornais online para vir a inspiração de lhe aconselhar a tomar nota das suas ideias. A inspiração não veio destes sites, mas do ato de olhar para o lado e ver meu carderno de ideias. Uma dica: estímulos geram ideias! 

4. Por falar em estímulo…

Eu sou uma pessoa muito preguiçosa. E esta preguiça reflete em uma série de coisas que eu faço durante o dia. Seja na leitura de um romance, seja durante o trabalho e até na cadeira da faculdade. Eu sou uma pessoa essêncialmente noturna. Acordo às 10 horas e durmo às 3 horas da manhã. Meu cérebro só compreende que eu preciso de prestar atenção em algo, quando eu tomo um bom gole de café. Daí, vem o estímulo. – eu não o aconselho a consumir café de forma desordenada, pois caso você não saiba, a cafeína é um estimulante corporal que possui a função de reaproveitar as energias do corpo, o mesmo vale para o energético. Se você está cansado, e não teve uma boa noite de sono, nada no universo será capaz de lhe dar energia suficiente para abosorver algum tipo de informação. Descanse, concentre e tenha boas ideias!

5. A pressa é inimiga da perfeição. E das ideias também:

“Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”, já diziam os sábios. Eu não sou a pessoa mais passiente do mundo. Muito pelo contrário, sou o tipo de ser mais estressado que a natureza já teve notícia. E as vezes o acúmulo deste sentimento impede que eu tenha boas ideias. Pior do que isso, bloqueia certos tipos de informações que poderiam ser úteis não somente no campo das ideias, mas na prática do dia a dia também. – seja calmo com o que faz. Não sinta-se afobado para terminar um projeto, um estudo, um desenvolvimento de um trabalho ou ideia. Caso se sinta estressado com algo, leia um bom livro, é comprovado que a leitura é capaz de relaxar o corpo e a mente.

Espero que com estas dicas você possa criar, inventar e desvendar muitas ideias. Brevemente irei escrever sobre alguns livros que podem ajudar a você ter dias melhores e mais criativos.

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Street League Skateboarding: mais do que um evento mundial uma iniciativa social

Eu sempre gostei de skate. Quando eu era mais novo, gostava de ligar a televisão nos finais de semana para assistir eventos como Mega Rampa, X Games e outros que eram veiculados na rede aberta de televisão . Porém, eu nunca tive a real vontade de adquirir um skate e praticar um dos esportes que mais crescem no mundo. Depois de “velho” – hoje eu tenho 22 para 23 anos, eu não me considero velho (risos) – eu montei um skate para mim, mas, sinceramente, atualmente está parado e pegando poeira – a desculpa? Falta de tempo.  É fácil encontrar pessoas que acreditam que a prática do “surf de asfalto” é de caráter mais recreativo do que de fato uma profissão. A prova de que esta suposição está completamente errada, é a existência do Street League Skateboarding.

Street League Wallpaper

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Excessos e Misérias são fruto de uma mesma doença!

A maior parte das pessoas está acostumada a vícios severos de comportamento, alimentação e atitude. Em algum momento da história passamos a achar normal ter dias excessivamente depressivos e outros excessivamente eufóricos e acharmos normal ingerir quantidades excessivas de gorduras, sais, açúcares, corantes e bebidas alcoólicas. Cultuamos um corpo extramente belo e bem delineado pela musculatura, cultuamos a avareza, a supremacia, a megalomania, a verticalização das relações entre pessoas em nome de status, méritos e “direitos divinos”.  

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Quando os pensamentos não te deixam dormir

O que estaremos fazendo daqui a um, dois, ou mesmo daqui há dez anos? Estamos trilhando o caminho certo? E se eu desistir agora, ou quem sabe mês que vem? Será que vou me arrepender? Mas se eu não desistir e me arrepender? E se eu tentasse de novo? E se eu fracassar de novo? Eu poderia simplesmente largar tudo? Mas o que os outros vão pensar? O que minha família vai pensar? E o tanto que eu batalhei pra chegar até aqui? Vou jogar tudo para o alto agora? O que eu quero realmente fazer da vida? Será que estou feliz ou somente conformada?

A vida prega um milhão de peças e reflexões assim são normais na nossa vida, afinal, você já se flagrou no final de um exaustivo dia, já pronto pra dormir, se jogou na cama e ao fechar os olhos começou a pensar no que fez, no que poderia ter feito e no que iria fazer. Sentiu uma dor no coração e até mesmo deitou sobre o travesseiro molhado de lágrimas. Pensou na sua vida e como se comportava com seus amigos, familiares e amores. Pensou na política, na música, na dança, naquele filme que te lembra a infância. Virou-se, olhou para o teto e pensou mais um pouco. Droga, você só queria dormir.

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Devemos exaltar menos a vitória e aceitar a derrota

Vivemos reféns de uma cultura de privilégios, de uma cultura que cultua a figura do “selfmade man” vencedor e inatingível no ápice. Acreditamos poder vencer sozinhos, sem auxílio de pessoas que ao longo da vida nos passam desapercebidas, um sistema inteiro e atingir a glória do status que, ironicamente é o mecanismo de recompensa da ilusão de meritocracia e igualdade de oportunidades dessa “fábrica de frustrações”.

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Minha quase mole vida

Nos encontramos em músicas, poesias, personagens literários e até no mundo da fantasia.  Seria fantástico se pudéssemos viver em um mundo ilusório por alguns dias, ou pelo menos por algumas horas. De volta, com os pés no chão, aceito a minha realidade e vejo que o que desejo é um pouco demais. Aparentemente, os dias passam cada vez mais rápidos. Acumulamos mais tarefas e obrigações. Tempo para pensar na vida se torna uma coisa automaticamente banal. Até porque, com a quantidade de tarefas que precisamos resolver durante o dia, é praticamente uma loucura parar para refletir em como estamos vivendo e de que forma esse estilo de vida nos atinge positivamente ou negativamente. Aproveitando, faça alguns questionamentos:

  • Como eu uso meu tempo?

  • Como convivo com as pessoas?

  • O que eu almejo?

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Mostre-me sua letra e eu te direi quem és

Ao ler “A menina quebrada e outras colunas” de Eliane Brum, me deparei com um texto que me fez refletir sobre algo que gosto muito: Escrever. “Palavras em busca de adoção”, fala sobre a ‘morte’ de algumas palavras e expressões. Eliane nos lembra:

“O vocabulário também nos confina. Quando é limitado, é nosso mundo que se torna emparedado. Tente se imaginar sem palavras. Ou melhor: tente ser sem palavras. É impossível. Pensamos, sentimos, amamos, desejamos, brigamos, sonhamos, existimos – com palavras. Sempre com palavras. Onde estamos? Não em São Paulo, Porto Alegre, Rio, Brasília, Macapá, Recife, Paris, Miami, Pindamonhangaba ou Anta Gorda. Estamos nas palavras. Habitamos as palavras. Somos palavras. Quando estamos e somos nas mesmas poucas palavras, somos e estamos menos. É como ter a chance de viajar pelas galáxias e preferir se fechar numa quitinete.” Continuar lendo Mostre-me sua letra e eu te direi quem és

Desenraizamento

A tecnologia está atingindo seu apogeu em nossa sociedade. Os aparelhos eletrônicos têm tomado uma dinâmica cada vez mais imensurável que passam a tornar as ambições humanas que antes só podiam ser alcançadas em obras de ficção em realidade. A praticidade, conforto e até mesmo evoluções em ramos científicos importantes – em destaque a medicina – são fundamentais à qualidade de vida humana e é muito bem-vinda quando é para o bem de todos.

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Seu estilo de vida liberta a sua mente?

Entende-se por liberdade o direito de agir de acordo com a própria vontade, ou em uma das perspectivas da filosofia, segundo seu livre arbítrio. Na teoria funciona muito bem. Acompanhamos nas redes sociais postagens diárias sobre o tema. Frases de grandes escritores, imagens impactantes, páginas direcionadas ao assunto. Mas e na pratica?

A prática é o que te faz sair do campo da auto-ajuda.  Adianta só falar e não fazer? Quantas perguntas, você deve estar aí se questionando? Dar um pause na rotina as vezes é necessário para refletimos um pouco sobre o nosso estilo de vida. Afinal o que fazemos hoje é resultado do “eu” de amanhã. Aproveitando… Te sugiro mais algumas perguntas:

O caminho do “canino interior”

Tenho treinado meu corpo para eliminar o “Gerundismo do Sofrimento Cíclico”.  Um procedimento que segue o padrão “ando por aí julgando, justificando e condenando” a tudo e a todos os perfis de pessoas das quais não concordo. Este é um comportamento que só traz angústia, cegueira, surdez e insensibilidade agudas na percepção, não só tanto em relação aos outros quanto em relação a si mesmo.

Estas ações bloqueiam a verdadeira visão das coisas. Passamos a usar uma espécie de óculos de realidade virtual, que projeta um mundo estático (plástico). Um lugar onde todos os elementos são etiquetados, catalogados e firmemente rotulados. Que faz com que não reconheçamos mudanças e não experimentemos o real conteúdo do universo ao nosso redor. Ficamos mais preocupados em criar um rótulo que seja confortável, a usar da experimentação, do convívio e da aceitação. Continuar lendo O caminho do “canino interior”