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Grupo de dança Cia Impacto Urbano realiza apresentação neste fim de semana

Juiz de Fora vai ficar agitada com a performances de dança urbana “De Corpo e Alma”, da Cia Impacto Urbano no próximo sábado, 18 às 18h e domingo, 19 às 17h na praça CEU, situada na região norte da cidade. O evento tem como intuito mostrar à população o talento de jovens que se dedicam a arte e levam seu trabalho por toda região da Zona da Mata. Os ingressos serão vendidos no local da apresentação a 10 reais.

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Com influências da ginástica artística, da dança contemporânea e do hip hop dance, o primeiro espetáculo da Cia. Impacto Urbano surgiu da inspiração da criação do universo e da humanidade, dando continuidade a sua evolução cultural e seus mais profundos questionamentos existenciais. A influência africana no enredo nasce da necessidade de entender os mistérios do povo-mãe, suas formas de se relacionar com a natureza e com o sagrado e os traços que o unem ao Brasil. As formas de resistência e sobrevivência do ser humano são abordadas através de um estilo híbrido, com fragmentos de dança afro, dança urbana e dança contemporânea.

Com direção geral de Sandro Soares, o grupo conta com 10 dançarinos, quatro assistentes técnicos e, desde então, vem colhendo frutos. os profissionais conquistaram o Tricampeonato de Street Culture Hip Hop Internacional e representou o país no World Hip Hop Championship em Las Vegas por dois anos consecutivos. Além disso foram premiados em diversas edições do Festival Mercosul de Danças e venceram o Campeonato Internacional de Danças H2Beat.

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A origem do grupo Cia. Impacto Urbana

Em 2007, o técnico e coreógrafo Sandro Soares reunia um grupo de jovens oriundos de escolas públicas e moradores de áreas populares da cidade de Bom Jardim, região serrana do estado do Rio de Janeiro (RJ), para realizar uma leitura particular sobre danças urbanas. Atualmente, a companhia segue realizando apresentações em várias cidades na região sudeste do país, recebendo apoio de empresas como Subway, Bendita Gula e Padaria Brasil.

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O mundo das tipografias de Risa Rodil

Risa Rodil tem 21 anos e é natural de Manila, Filipinas. Seu trabalho gira em torno de ilustrações, design gráfico (book covers, pôsteres e infográficos) e tipografia/lettering.

Além de designer, ela também é uma fangirl, por isso, seus trabalhos são voltados para as séries, filmes e mundo geek. Formada em Multimedia Arts em De La Salle – College of Saint Benilde, Risa mistura seu talento com o mundo das tipografias, retrô e minimalismo. Os resultados são literalmente obras de arte. 😀

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Rodafonio, a roda musical que encanta todos

Um certo dia eu estava passando por algumas páginas que falavam de músicas em uma rede social e vi um pequeno vídeo de algo inusitado e super divertido. Era uma roda onde três músicos se apresentavam e mais duas pessoas ao lado pedalavam. Todos uniformizados e coreograficamente perfeitos. Mas não tinha nenhuma informação deles, nome ou qualquer outra coisa. Começaram então as buscas, até que apareceu uma tal de Factoría Circular, eram eles! Aquela roda espalhando alegria e diversão por onde passavam, os olhares hipnotizados das pessoas que os assistiam me encantaram e me hipnotizaram também. O espetáculo se chamava “Rodafonio” e foi uma das coisas mais lindas que já vi até hoje.

O Rodafonio foi criado por César Álvarez e sua esposa Andrea Cerchiaro em 2009, na Espanha. Depois de anos de trabalho em teatros de ruas e como músicos, eles queriam criar um projeto próprio, porém diferente de tudo que já tinham feito e então surgiu a “Factoria Circular”. Dentre muitas ideias, o Rodafonio foi o primeiro a sair pelas ruas e ganhar vida. “A poderosa imagem da roda mostra que ‘tudo é possível’ até mesmo as concepções mais ousadas.” disse Andrea que explicou ainda que o Rodafonio tem sido o deleite de todos os públicos.

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A roda tem 4 metros de altura, pesa meia tonelada e anda em uma velocidade de 3 km/hora. A companhia combina a geometria com a música, que nunca antes foram utilizadas juntas com fim de criar algo parecido. Ela conta com cinco artistas, sendo dois atores, Jaime Gonzalez e Eduardo Varela, e três músicos, Sebastian Cabra na bateria, Eduar Bedoya no sax e Alejo Gallon na guitarra. A maioria das músicas foram compostas pelo uruguaio Pilu Spagnuolo, e três criadas pelos músicos do grupo.

Em 2013, o diretor uruguaio Carlos Callero fez um documentário sobre eles, “Rodafonio. Una verdadeira arma de alegría”, no qual eu recomendo muito que vejam. Ele é em espanhol, porém é de fácil compreensão. Tem a duração de 25 minutos e depoimentos de todos os músicos e de como surgiu toda essa magia que é o Rodafonio.

Mas se engana quem pensa que eles pararam por aí, em 2014 eles montaram um novo Rodafonio, dessa vez em Buenos Aires, na Argentina. A equipe é composta por Cecilia Gerbhard na guitarra, Facundo Vacarezza no trombone e Gonzalo Suarez na bateria. Os atores são César Álvarez e Andrea Cerchiaro. Os artistas são do próprio país, exceto César, e também já fizeram uma apresentação no Chile.

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Segundo Andrea, eles já receberam alguns convites para vir tocar no Brasil. Quem sabe não veremos eles por aqui em breve? Seria ótimo ter algo tão lindo desfilando pelas ruas do nosso país. Para eles, eu tiro o meu chapéu!

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avatar_carolina_lacerdaCarolina Lacerda
carolinalacerda06@gmail.com

Mineira de coração, cursa jornalismo em Juiz de Fora. Ama fotografia, Chaplin e Superman. Aos vinte e poucos anos já fez quase de tudo na vida. É persistente e gosta de desafios, mesmo que eles a assustem no início. Respira música mas não toca nenhum instrumento, prefere apenas apreciar um bom som e não sai de casa sem seus fones de ouvido.

O Teatro Mágico: O circo, a poesia, o teatro, a política e a música

O mundo circense é um tanto quanto mágico. Aquelas fantasias, saltos e piruetas. Coisas que nem imaginávamos ser possível fazer, o circo consegue. Nos deixa com um brilho no olhar e com a curiosidade de saber como eles fazem aquilo.

A trilha sonora é essencial para que esse espetáculo nos encante por completo. E quando unimos música, teatro, poesia, literatura, política e circo? Parece fantasticamente impossível, mas é essa mistura que gerou a banda “O Teatro Mágico”.

Essa trupe não é novidade, ela existe há 12 anos. Os integrantes se apresentam maquiados e vestidos de um modo a parecer um conto de fadas, criando um diferencial. Seus shows são um verdadeiro espetáculo! Além de bailarinas performáticas, ela conta com o vocal, violão, percussão, bateria, teclado, baixo, guitarra e violino.

O Teatro Mágico

Qual seu diferencial?

A banda possui um estilo inovador, em todos os sentidos. Além de suas performances fantásticas, seus rostos maquiados, sua suavidade com os instrumentos e letras, as melodias nos tornam mais leves. Conseguimos valorizar o simples e o mundo mais bonito. O vocalista Fernando Anitelli parece cantar com a alma e tocar no nosso interior. Cada arranjo parece ter sido feito com cuidado e carinho como de uma mãe para seu filho, ou de um apaixonado para sua parceira. Em seu último disco, Grão do Corpo, abriram espaço para novos temas, a política e a sociedade. Nele, a banda faz críticas do modo do ser humano agir e pensar. Citando a violência, a homofobia e a intolerância.

Fernando Anitelli

Discografia

Eles contam com 4 discos (Entrada Para Raros – 2003; O Segundo Ato – 2008; A Sociedade do Espetáculo – 2011; Grão do Corpo – 2014)

Discografia O Teatro Mágico

E 3 DVD’s (Entrada Para Raros – 2007; O Segundo Ato – 2009; Recombinando Atos – 2013)

Videografia O Teatro Mágico

Eles estão à venda em lojas físicas ou pelo site da loja virtual deles. Porém, o grupo é adepto da música livre e toda sua discografia está disponível gratuitamente em seu site oficial.

O Teatro e eu

Eu os conheci em 2009, quando assistia o Showlivre, me apaixonei na hora. Nem tem como não apaixonar. Meu desejo era que eles viessem fazer um show na minha cidade. Aguardei. Demorou. Eles vieram. Eu não fui. Na época eu tinha tempo pra tudo, estava no ensino médio e não me preocupava e nem fazia nada. Aí o tempo foi passando e comecei a trabalhar, comecei a faculdade, comecei o cursinho e o tempo sumiu. Não me perdoo por ter perdido um show deles, mas sei que muitos ainda virão e um dia eu quero vê-los de perto. Vou me contentando com os vídeos no canal do YouTube.

Para quem ainda não teve a oportunidade de conhecê-los, recomendo que comecem agora. É o tipo de coisa que a gente se arrepende de não ter conhecido antes. E por isso separei minhas três músicas favoritas (atualmente) para vocês animarem a conhecer o trabalho deles:

  1. O sol e a Peneira

  1. Amanhã… Será?

  1. Quando a Fé Ruge

E qual sua música preferida da banda? Deixe sua mensagem nos comentários e aproveite para nos contar como a conheceu! 😉

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avatar_carolina_lacerdaCarolina Lacerda
carolinalacerda06@gmail.com

Mineira de coração, cursa jornalismo em Juiz de Fora. Ama fotografia, Chaplin e Superman. Aos vinte e poucos anos já fez quase de tudo na vida. É persistente e gosta de desafios, mesmo que eles a assustem no início. Respira música mas não toca nenhum instrumento, prefere apenas apreciar um bom som e não sai de casa sem seus fones de ouvido.

Aonde o jornalismo e histórias em quadrinhos se encontram

Qual é a frequência que você lê conteúdos noticiosos na tela do computador? As vezes você cansa de ler tanto conteúdo escrito da mesma forma? Um padrão que mais parece uma mídia impressa “maquiada” em bits e pixels?

Se eu estivesse no seu lugar respondendo a estas perguntas, responderia mais ou menos assim:

1ª: Eu leio notícias praticamente o tempo todo. Não somente no computador, mas também no celular;

2ª e 3ª: Me canso de ler conteúdos da mídia impressa que se repetem nos canais da internet. Muitas vezes com o mesmo formato, linguagem e etc. Sempre estou a procura de um conteúdo original e inovador;

E se todo o conteúdo jornalístico que você lê nas redes sociais, em buscas no Google, revistas digitais e páginas da internet, estivessem em um formato completamente diferenciado? Não precisa responder a esta pergunta imediatamente, mas adianto que com certeza eu gostaria de ler uma notícia que fosse planejada de forma mais próxima do meu gosto como leitor. Que tal fatos contados como se fossem estórias em quadrinhos? Já consigo imaginar seus olhos brilhando!

Melhor do que imaginar, é dizer a você que esta forma de contar histórias já existe e tem nome: Symbolia.

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Como o próprio conceito declarado na página oficial da Symbolia diz: “Symbolia is where comic books and journalism meet” (Symbolia é onde história em quadrinhos e jornalismo se encontram)

Criada pela comunicadora Erin Polgreen e pelo ilustrador Joyce Rice, a revista digital tem uma proposta muito interessante: contar histórias jornalisticas de forma emersiva e original utilizando o formato de quadrinhos. Se você é nerd e gosta de ler HQs, está aí uma boa oportunidade para ler um conteúdo informativo fora do padrão “preto no branco”.

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Toda história que a dupla pretende contar para sua audiência, passa por um processo de pesquisa, apuração e divulgação. Mas para que todo o trabalho seja realizado cada edição da revista passa por um processo de financiamento. A Symbolia utiliza o financiador coletivo Kickstarter para levantar fundos para o projeto.

Com um preço muito acessível, as revistas são lançadas na internet através da App Store, em formato de PDF ou Kindle. O valor pode variar de acordo com a plataforma selecionada (eu indico as versões disponíveis na App Store ou Kindle, pois em ambos você pode ver algumas ilustrações animadas).

Caso você se sinta muito interessado em comprar uma edição da revista mas está sem um tostão no bolso eu lhe entendo, mas não fique triste! Parte das histórias são disponibilizadas no Tumblr oficial do projeto. Vale a pena dar uma passada por lá e conferir o trabalho incrível que a dupla realiza. Se renove lendo um conteúdo jornalístico de forma inovadora e divertida.  Anyway, enjoy it!

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avatar_lucas_portilhoLucas Portilho
correio.portilho@gmail.com

Alguns o chamam de nerd, CDF ou geek, mas na verdade é tudo isso e mais um pouco! Tem mania de pesquisar tudo sobre tecnologia. Gosta de jogos eletrônicos e seu esporte favorito é o… Hockey Sobre a Grama (heim?). Pessoas sedentárias têm sua simpatia (afinal é uma delas). Quote: “May the force be with you, or not, you can choose!”

Tom Bagshaw – Um britânico fascinado por tatuagens femininas

Já passaram por essa situação? Você está na rua andando, quando de repente passa ao seu lado uma pessoa com uma tatuagem “de cair o queixo”. Aquelas bem trabalhadas, detalhadas, ao ponto de parecer que aquela (aquele) menino (menina) nasceu com arte no corpo.

E se ao invés de uma pessoa a mesma situação ocorresse com uma pintura ou ilustração? E se ao invés de você ter visto a tatuagem enquanto andava na rua, você estava “passeando” por perfis no Tumblr? Foi o que aconteceu comigo ao conhecer o trabalho do artista Tom Bagshaw.

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Hera – Tom Bagshaw

Nascido na Inglaterra, Bagshaw trabalha como ilustrador comercial e também é chamado de Mostlywanted, seu apelido. Representado pela “The Central Illustration Agency“, uma agência especializada em design e publicidade baseada em Londres, o artista já trabalhou para clientes internacionais no ramo da moda, publicidade e editorial. Entre estes clientes estão as empresas: Saatchi & Saatchi, Sony, a BBC, The Daily Telegraph, Kraft, GQ, Future Publishing, Scholastic e Random House.

Suas criações já rodaram o mundo. Galerias como a Corey Helford Gallery, Bold Hype e Spoke Art servem de amostra das exposições que o artista faz menção em sua página oficial.

Com aproximadamente 386.713 curtidas na sua página do Facebook, o ilustrador serve de inspiração para outros artistas, trabalhos editoriais, e sinceramente, para boas ideias de tatuagem. O motivo? A grande maioria das pinturas, ilustrações, e artes vetoriais são de mulheres com belas artes no corpo. Abaixo você pode conferir alguns dos trabalhos de Bagshaw, inclusive, uma editoria de moda inspirada nos trabalhos do artista.

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Dawn – Tom Bagshaw

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Final Act – Tom Bagshaw

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Chrisalis – Tom Bagshaw

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Pandora – Tom Bagshaw

“Making Off do ‘Eu Fotografando Ilustradores’ baseado na obra de Tom Bagshaw e organizado por Mara Hernández.”

A arte inspiradora de Jeremy Geddes

Não sei vocês, mas constantemente alguma arte divulgada na internet me chama a atenção. Imagens como pinturas, gráficos e desenhos feitos analogicamente ou pelo computador. Inclusive, algumas delas eu salvo para poder ficar observando.

Aqueles que gostam de jogos de terror ou ficção científica vão adorar os trabalhos do australiano Jeremy Geddes. Infelizmente você não encontra facilmente informações sobre o autor na internet, mas sem dúvida é um artista que merece uma “mineração na internet”.

Descobri que ele vive e trabalha em Melbourne (Austrália), estuda arte desde os anos 90, e trabalhou inicialmente com videogames, sendo, inclusive, diretor de arte.

Seus trabalhos já foram apresentados em diversos países do mundo, da China aos Estados Unidos. Atualmente ele trabalha com pinturas (no primeiro contato que tive com as imagens pensei que eram feitas inteiramente pelo computador).

Jeremy possui um site, um Instagram, um grupo no Facebook e um blog (que, por sinal, é o “lugar” onde ele mais faz “aparições”).

O artista é ganhou prêmios o Spectrum Awards, The Crichton Award Shortlist, CBC Noteable Books 2006 e The Aurealis Awards 2005.

Você pode conferir algumas das obras dele logo abaixo (faça como eu: separe um tempo do seu dia para poder ficar observando as imagens e aproveite para ir além. Imagine aquele conteúdo em uma história, animação ou até em um filme):

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The Red Cosmonaut /// 2009 /// Óleo sobre Tela /// 26×27 polegadas

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The Street /// 2010 /// Óleo sobre Tela /// 34×25 polegadas

Miserere 6

Miserere 6 /// 2012 /// Óleo sobre Tela /// 18×18 polegadas

Cluster

Cluster /// 2011 /// Óleo sobre Tela /// 44.5×44.5 polegadas

Miserere 2

Miserere 2 /// 2012 /// Óleo sobre Tela /// 18×18 polegadas

Begin Again

Begin Again /// 2012 /// Óleo sobre Tela /// 21 1/2×25 polegadas

aperfectvacuum

A Perfect Vacuum /// 2011 /// Óleo sobre Tela /// 20×35 polegadas

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Adrift /// 2011 /// Óleo sobre Tela /// 29.5×29.5 polegadas

Quer ver mais? Visite a página do artista.

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avatar_lucas_portilhoLucas Portilho
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Alguns o chamam de nerd, CDF ou geek, mas na verdade é tudo isso e mais um pouco! Tem mania de pesquisar tudo sobre tecnologia. Gosta de jogos eletrônicos e seu esporte favorito é o… Hockey Sobre a Grama (heim?). Pessoas sedentárias têm sua simpatia (afinal é uma delas). Quote: “May the force be with you, or not, you can choose!”